6 de ago de 2015

Mulher que teve a filha assassinada e ficou com os netos pede ajuda

Uma moradora de Botucatu que teve a filha morta em janeiro deste ano em um terreno da Rua 21 de Abril, na Cohab IV (região do Jardim Bandeirantes), em Botucatu está pedindo ajuda porque ficou com quatro netos, sendo três crianças e uma adolescente, e não tem como se manter.
O pedido de doação de itens de cesta básica e leite pra crianças veio da administradora de empresa Luciana Cruz que se comoveu com a história. “A dona Célia teve sua filha assassinada e ficou com os netos ainda crianças para cuidar. É uma mulher com problemas de saúde e sem renda. Hoje ela foi buscar a cesta doada pela assistência social, porém, ela se perdeu na data de uma tal reunião que ela deveria comparecer e esse mês a cesta não será doada”, comenta a administradora.
Luciana lembra que a família não tem mais o que comer e a dona Célia não tem de onde tirar. O telefone para entregar as doações é 14-99685-8707 (Luciana).


Os filhos em questão perderam no dia 27 de janeiro a mãe assassinada. A jovem era Patrícia Aparecida Corvino, de 28 anos. O corpo foi encontrado pela Polícia Militar e constatou que seria da pessoa que estava desaparecida.
Após essa localização os policiais localizaram dois suspeitos que foram presos: Marcos Aparecido da Silva, de 48 anos, além de Paulo Henrique Batista Faria, de 22.

Sobre o crime – Patrícia Aparecida Corvino, de 28 anos, foi morta com golpes de garrafa, pauladas e teve ferro de construção enfiado em sua garganta durante uma sessão de tortura em um terreno localizado atrás de uma antiga fábrica de shorts, na rua 21 de Abril, na Cohab 4, que fica atrás da Caixa de Água da Vila Mariana já na entrada do Jardim Brasil.
Segundo as informações da polícia, dois homens praticaram o crime, sendo um deles que era namorado da vítima. No começo da tarde daquele dia a polícia foi avisada do corpo que estava no terreno de uma chácara.
Os policiais militares foram até o local e localizaram o corpo já em decomposição, pois o crime teria sido praticado entre sexta e sábado, mas o corpo até então não tinha sido localizado e foi encontrado, ontem, ou seja, três dias depois.
Após isso, a polícia teve a informação de quem seriam os suspeitos e começou a patrulhar o bairro. Na mesma região do crime os policiais civis e militares chegaram ao namorado da vítima, chamado Paulo Henrique Batista Faria, o Chicão, de 22 anos (que seria namorado dela) e Marcos Aparecido da Silva, de 46 anos. Marcos estava escondido na casa da mãe e Paulo no telhado ao lado de seus parentes.
Ambos na hora da abordagem já houve a confissão aos policiais.
A vítima, que tem mães e filhos, já teve registros diversos na polícia por conta do uso de drogas, sendo que uma das vezes ficou alterada, chutou a porta da casa da mãe, no bairro Alto e ainda ficou nua no meio da rua. Foram várias internações compulsórias, mas sem sucesso de recuperação efetiva.
Depois do caso ser atendido pelo Segundo Distrito Policial com a DIG e a PM o delegado José Sérgio Palmieri pediu a prisão temporária dos dois suspeitos por 30 dias. Eles permaneciam detidos até a decisão da justiça.

Detalhes do assassinato – Segundo informações apresentadas ao delegado José Sérgio Palmieri, os suspeitos de terem matado a jovem de 28 anos contaram que houve uma discussão por motivo de um pegar a droga do outro e a dupla acabou matando a mulher. Inicialmente Patrícia foi agredida por Paulo (o Chicão), e depois teria ainda tido a ajuda de Marcos Ap. da Silva que no começo do depoimento disse que apenas teria visto o amigo arrastando o corpo da moça viva. Depois ele acabou confessando que ajudou a matar.
A jovem foi agredida com golpes de garrafa de bebida, que na versão dos acusados, fez com que ela perdesse os sentidos. Depois deram pauladas e punhaladas de ferro na cabeça e no corpo, além de golpes diversos de facão. “Eles deram garrafadas e para terem certeza da morte acabaram desferindo outras pauladas e para não terem dúvida continuam a agressão com ferro e facão”, conta o delegado.

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