8 de abr de 2015

Menina de 11 anos esquece o câncer para ajudar crianças no hospital

Na última semana a Enfermaria de Pediatria ficou mais doce do que nunca: voluntários promoveram a entrega de chocolates em comemoração à Páscoa. Foram vários ovos, kits contendo bombom e bala, além da presença de coelhinhos mais que especiais (as crianças foram pintadas como coelhos) que corriam pelos corredores.

Uma das voluntárias foi uma paciente da oncologia pediátrica: Maria Laura Casagrande Crisppi de 11 anos, diagnosticada com leucemia no começo de dezembro e segue com tratamento quimioterápico. O caso dela é para transplante de medula óssea.




Maria Laura e sua mãe tiveram a sensibilidade de fazer embalagens em EVA de coelhos e, pediram doações de chocolate na cidade onde moram, Conchas, interior de SP. A ideia deu tão certo que e as pessoas se solidarizaram e, além da cidade de Conchas, conseguiram doações de várias localidades vizinhas, o que resultou em 190 caixas cheias de guloseimas!

“A primeira vez que internei foi em dezembro, ai passei dois meses aqui, direto, passamos natal e ano novo no hospital. Então, como eu sei o quanto é ruim passar um data comemorativa aqui dentro e como estava próximo da páscoa resolvi pedir nas redes sociais para os meus amigos, que compartilharam o meu pedido e com isso conseguimos mais de 50 kgs de chocolate para doar”, conta Maria Laura.

A mobilização aconteceu através das redes sociais e o resultado da campanha foi melhor que o esperado, sendo contabilizado um total de quase 50 kg de chocolate. “Colocamos no facebook meu e da minha mãe para quem quisesse doar e ai teve gente que foi levar na minha casa, teve gente que doou dinheiro para comprar o que precisasse, teve vez que fomos buscar na casa das pessoas”, conta.

Segundo Maria foi difícil encarar que estava doente e que a rotina do dia-a-dia precisaria ser mudada nos próximos dias que tinha pela frente. “Quando descobri que estava doente precisei já logo de cara internar na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas depois tem que acostumar, minha mãe sempre fala que tudo tem um lado ruim, mas também tem um lado bom e fui me acostumando. Hoje a minha evolução está ótima, estou respondendo bem ao medicamento e segundo os médicos tudo correndo conforme o planejado. A vida com essa doença mudou bastante minha rotina, eu não vou mais a escola, sempre tenho que voltar pro hospital, às vezes só pra fazer exame, outras para internação mesmo, não posso sair mais de dentro de casa por conta da baixa imunidade”, fala.

Segundo a mãe, Perla Crisppi, o tipo de leucemia que acomete a filha, teria 80% de chance de cura apenas com a quimioterapia e de acordo com os médicos responsáveis pelo caso, com as quimioterapias que já foram feitas era para ter zerado a medula, mas não zerou. “Vamos precisar de um transplante de medula óssea e em casa ninguém foi compatível então agora ela vai entrar na lista e esperar aparecer alguém compatível”, explica Perla.

A única tristeza da Maria Laura foi que justo no dia da entrega dos chocolates ela estava com muita dor e tomando remédio forte, por isso acabou dormindo e não fez a entrega, foi sua mãe que cumpriu a missão.

Mariana Andrade e Bruna Fioruci – Assessoria de Comunicação e Imprensa

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