29 de jan de 2015

Campanha 1 Minuto pela Ágata alcança 2 mil curtidas em 2 dias

Família da menina Ágata Munhoz, diagnosticada com tumor no cérebro, precisa de ajuda para acompanhá-la na luta pela vida

Do dia pra noite, a vida da família da pequena Ágata Munhoz, de 9 anos, virou de cabeça pra baixo. A menina, moradora de Bauru, seguia uma rotina normal a qualquer criança da sua idade, feliz e saudável. Até que começou a apresentar vômitos constantes no começo de 2014. Depois de 6 meses de muitas idas e vindas ao médico, a família recebeu o diagnóstico que nenhum pai ou mãe espera ouvir: a menina estava com um tumor cerebral.

“No começo, achei que era por nervoso, pois ela havia sofrido bullying na escola. Os vômitos eram sempre de manhã. No final de fevereiro, levei ao médico, que disse se tratar de refluxo. Ele pediu para eu mudar toda a alimentação dela. Fiquei 6 meses tratando como se fosse refluxo. Mas, com o passar do tempo, os vômitos se tornaram frequentes” , explica a mãe Eloana Maria Munhoz, 34 anos.



A menina começou a emagrecer além do normal e, no final de junho, a família notou que ela estava andando com passos tortos. “Levei-a novamente ao médico e ele disse que era fraqueza, pois estava desidratada. Ele mandou dar bastante Gatorade para ela”, relata a mãe.

O quadro foi se agravando até que, no dia 15 de julho, ela já não parava em pé. Ágata foi levada ao pronto-socorro e, mesmo com esses sintomas de coordenação motora, a médica plantonista pediu para que fosse feita uma endoscopia. A enfermeira, desconfiada de que havia algo mais grave, questionou o pedido junto à médica, que voltou atrás e a encaminhou para uma tomografia cerebral. Foi aí que constatou-se que a menina tinha um meduloblastoma (tumor específico do sistema nervoso central).

“Fiquei sem chão!”, afirma Eloana. E a luta da família estava apenas começando. Foi preciso transferir Ágata para o Hospital Universitário da Unesp de Botucatu, já que em Bauru, apesar de ser uma cidade de médio porte, não havia nenhum especialista em neurocirurgia pediátrica. A menina foi operada dois dias depois, durante 10 horas e meia. O tumor foi retirado, mas, mesmo assim, ela já passou por mais 11 cirurgias, sendo nove na cabeça.
Desde então, a menina não saiu mais do hospital. Está fazendo um tratamento agressivo com quimioterapia para evitar que o tumor volte. Com isso, a imunidade fica baixa e, não raro, ela precisa ser transferida para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI). “Hoje ela não fala e não anda, e não sabemos quais sequelas irá ter. O tratamento é longo e demorado. Mas, apesar de ser um tumor maligno, ele é curável”, afirma a mãe.

Família precisa de ajuda
Atualmente, a família está se dividindo entre Bauru e Botucatu. Eloana e o marido, Itallo Pablo Souza Braga, 35 anos, têm mais dois filhos: Pietro, 5 anos, e Davi, 2 anos e 10 meses, que ficam com a família em Bauru. Os dois se revezam nos cuidados com Ágata no hospital para conseguir cuidar também dos meninos. Com a necessidade de estar ao lado da filha frequentemente, Itallo acabou perdendo o emprego. E hoje a família vive de doações. 

“Gastamos muito com as viagens, fora as coisas que precisamos comprar para ela, como cremes, lenços umedecidos e muitos outros itens para os cuidados básicos”, destaca Eloana.
Família e amigos criaram uma corrente de solidariedade para ajudar. Foi aberta uma conta poupança para recebimento de doações, o que ajuda a família a arcar com as despesas. A agência de publicidade House Criativa abraçou a causa e criou uma página no Facebook (1 Minuto pela Ágata) para divulgar a luta da família. Em dois dias, a fanpage teve mais de 2.000 curtidas. Mas a situação ainda é bastante grave, pois os gastos são constantes.

Entenda a doença
Meduloblastomas são tumores que se desenvolvem a partir das células neuroectodérmicas no cerebelo. São tumores de crescimento rápido e, muitas vezes se disseminam ao longo das vias do líquido cefalorraquidiano, mas podem ser tratados com radioterapia e quimioterapia. Ocorrem com mais frequência em crianças do que em adultos. Eles são parte de uma classe de tumores denominados neuroectodérmicos primitivos (PNETs) que também podem se iniciar em outras partes do sistema nervoso central. É o câncer do Sistema Nervoso Central mais frequente em pediatria, responsável por 12% a 25% dos tumores intracranianos em crianças.
(Fonte: Oncoguia)

1 Minuto pela Ágata
Para ajudar a família da Ágata Munhoz, pode ser feita doação de qualquer quantia em uma dessas contas:
Banco Santander – Agência: 3051 – Conta poupança: 60004318-1, em nome de Michelli Cristina Munhoz (tia da Ágata), CPF 246.578.658-03
Caixa Econômica Federal – Agência: 4078 – Conta: 12735.1 – Operação 013, em nome de Itallo Pablo Souza Braga
Doação de sangue também é bem-vinda e necessária. Procure o Hemocentro de Botucatu. Para isso, basta pesar mais de 50kg, ter boa saúde, não estar em jejum e ter entre 18 e 67 anos de idade. Todos os tipos de sangue vão ajudar.
Hemocentro H.C Unesp Botucatu - Distrito de Rubião Júnior s/n (Faculdade de Medicina)
De segunda a sexta-feira, das 7h30 às 16h30h. Aos sábados das 7h às 13h.

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