A
psicóloga Ana Cláudia
Bortolozzi Maia , da Faculdade de
Ciências , câmpus de
Bauru da Unesp
(Universidade Estadual
Paulista ), desenvolveu
um estudo
sobre sexualidade e
deficiência física a
partir de depoimentos dos
próprios portadores de
necessidades
especiais . Os relatos contrariam a
noção de que os
portadores de
deficiência têm uma
vida assexuada e
infeliz . Os participantes
demonstraram levar em
conta as limitações causadas
pela deficiência ,
mas
sem abrir
mão da satisfação no
trabalho e nas relações afetivas e
sociais .
As
Foram entrevistadas doze
pessoas com
impossibilidade ou
dificuldade de andar .
Em todos os
casos foi verificado o
interesse pelo relacionamento
amoroso e sexual .
São pessoas
com boa auto-estima e
que reconhecem a
limitação física
como integrante de
sua condição
pessoal ”, afirma a pesquisadora.
Para ela , essa auto-imagem
positiva se deve ao
tempo prolongado de
convívio com a
deficiência , que faz
com que usem
bem a cadeira de
rodas ou vejam a
muleta como
parte do próprio
corpo .
O
grupo pesquisado é formado
por pessoas casadas,
que namoram ou têm
parceiros eventuais , e
também de outros
que não praticam
sexo regularmente
ou são
virgens . Foi comum
encontrar casais
em que
ambos são
portadores de
necessidades
especiais , o que se
deve ao intenso convívio
entre eles
em clínicas e
escolas . Os que tinham
filhos , em
geral , tiveram antes
da deficiência . A
estudiosa explica que
o número pequeno de
filhos da amostra tem
relação com o
fato de muitos serem
jovens e ainda
não terem planos
sobre maternidade e
paternidade .
Imagem: Em Brasília - Deficientes visuais participam, na Câmara, de seminário em
comemoração ao bicentenário de nascimento de Louis Braille, criador do
sistema Braille de leitura e escrita Foto: Wilson Dias/ABr

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