22 de mai de 2013

Franquias: um negócio próprio que vem com patrão


Ter uma franquia é uma possibilidade frequentemente cogitada por quem planeja abrir um negócio próprio. Porém, não é opção para todos. A personalidade do candidato a franqueado é determinante para saber se ele se encaixa nesse tipo de empreendimento. Não se trata de ele ter seu perfil aprovado ou não pelo franqueador, mas de um estágio anterior, quando o próprio interessado pondera se tem ou não afinidade com o modelo.


Também não vamos discutir aqui questões relativas aos recursos que o franqueado precisa ter. Muito ou pouco, é certo que é preciso investir.
 
A franquia tem como vantagem ser um negócio que já chega pronto, testado no mercado e com marca reconhecida pelo público. O franqueador faz todos os estudos necessários para montar o plano de negócios e repassa para o franqueado as informações de que precisa para saber exatamente o que virá pela frente, além de dar suporte na gestão.
 
O franqueado conta com mais facilidade de acesso a crédito e, por conta da escala, economiza nos custos de propaganda e compras.
Todas essas vantagens reduzem muito o risco de dar errado. No entanto, como nada é perfeito, a franquia tem seus contras.
 
O franqueado tem a liberdade de ação, poder de decisão e criatividade limitados. Há um controle permanente das operações pelo franqueador, o que inclui determinar o preço de venda e restringir o leque de produtos e serviços oferecidos. O franqueado pode sugerir o ponto comercial, mas é da matriz a prerrogativa de não aceitar e indicar outro local. Resumindo, é preciso se adaptar ao perfil do dono da marca e, em caso de insatisfação, o franqueado deve cumprir o prazo estipulado em contrato para se desligar ou negociar a saída antecipada, o que implica custos.
 
Diante desse quadro, aquele empreendedor que sonha em ter autonomia total com seu negócio se sentirá desconfortável. A ideia de abrir uma empresa e fazer as coisas do seu jeito cai por terra. O franqueado tem de dar satisfação a alguém que toma decisões por ele. Há perfis que simplesmente não cabem nesse molde. Portanto, saber se você está disposto a seguir o patrão é primordial. 
 
Bruno Caetano é diretor superintendente do Sebrae-SP


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