Recentemente, Ministério Público Federal e o MP Estadual (do Tocantins) decidiram que o Sistema Eadcon deve remanejar os alunos a distância que estudam na Unitins para outra faculdade. O motivo é que a Universidade do Tocantins é pública e, por isso, não poderia cobrar mensalidade através da parceria com a Eadcon.O Termo de Ajuste de Conduta (TAC) firmado pela UNITINS junto ao MEC, que significaria a transferência dos estudantes para outra Instituição de Ensino Superior foi suspensa nesta semana. O juiz federal Adelmar Aires Pimenta da Silva, da Seção Judiciária do Estado do Tocantins, concedeu uma liminar nesse sentido.
O governador Marcelo Miranda, acompanhado da reitora da Unitins – Fundação Universidade do Tocantins, Jucylene Borba, e os secretários da Educação e Cultura, Maria Auxiliadora Seabra, e de Representação, Carlos Patrocínio, foi recebido pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, na tarde desta segunda-feira, 11, em Brasília, reafirmou a necessidade da Unitins permanecer com os alunos de Ensino a Distância, nas condições atuais, até a conclusão dos cursos.
O governador Marcelo Miranda conversou por quase uma hora com o ministro Haddah, expondo a necessidade de garantir o diploma de nível superior a 92 mil alunos da universidade em todo o País. “Não temos a intenção de lesar nenhum aluno. Não somos irresponsáveis de fazer qualquer coisa contra os alunos. Ao contrário, estamos tentando dialogar com eles. Reunimos-nos com os representantes das intuições de ensino e de alunos, pois jamais fugiríamos desse debate. Definitivamente, estamos do lado dos alunos. Saímos daqui convencidos que vamos resolver essa questão”, ressaltou o governador após a audiência.De acordo com o governador, o ministro se mostrou favorável à causa. Representantes da Unitins, MEC e MPF – Ministério Público Federal terão uma nova reunião nesta terça-feira, 15h, na sede do Ministério da Educação.
Local – Na região de Botucatu (SP) várias cidades contam com Centros Associados da Eadcon. No CA da Rua Siqueira Campos, por exemplo, existem turmas de Letras, Pedagogia, Matemática, Administração e demais cursos. Os alunos não descartam entrar com ação para reaver o valor pago até o momento, sendo a Unitins uma universidade pública.
Veja a decisão do juiz.