13 de jul de 2013

Aparência não é tudo, mas loja arrumada vende mais

Aparência não é tudo, diz a sabedoria popular. Mas que ajuda a faturar mais, isso ajuda. Estudo do Sebrae-SP mostra que a loja organizada e com visual bem cuidado aumenta as vendas entre 12% e 40%. Para quem pensa que dar uma repaginada no estabelecimento requer grandes gastos, aí vai a boa notícia: com menos de R$ 1 mil é possível fazer mudanças; em alguns casos, nem há custo, basta rearrumar o local.


 
A necessidade do que deve ser alterado ou reformado varia conforme o grau de organização da loja. A fachada é o primeiro contato do consumidor com o estabelecimento. É ela que envia a mensagem inicial para o público, convidando-o a se aproximar (ou não). Por isso, deve ser pintada periodicamente e a escolha de cores, luminosos e letreiros precisa ser feita com critério, sem excessos. Também deve informar claramente a natureza e estilo do negócio.
 
Assim como a fachada, a vitrine é outro elemento de enorme importância na comunicação com o cliente. Precisa ser renovada constantemente e nada de colocar nela tudo o que a loja vende, poluindo o espaço. A ideia é mostrar o que o estabelecimento tem de melhor, pois terá poucos segundos para cativar a atenção de quem passa.
 
Se fachada e vitrine são o cartão de visita, o interior também merece todo o cuidado.  A boa iluminação torna o ambiente aconchegante sem abafa-lo nem distorcer cores, valorizando o local e os produtos expostos. Estes precisam estar organizados de modo que permitam ao cliente saber de toda a variedade oferecida e encontrá-los pelo tipo, marca, tamanho, sabor, etc.
 
Loja em que o cliente não consegue ver direito o que é vendido faz gol contra. Os móveis não podem ocupar mais do que 40% do espaço e tampouco representar obstáculos para que as mercadorias sejam observadas e para a circulação no local.
 
Não há dúvida de que um ponto de venda bem montado agrada mais. O varejista que pensa que basta ter preço e produto e não cuida da aparência de seu negócio perde a oportunidade de chamar a atenção do público e, consequentemente, deixa de ganhar dinheiro.
 

Bruno Caetano é diretor superintendente do Sebrae-SP

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