13 de out. de 2008

Polícia investiga supostos maus-tratos contra bebê

Uma menina de sete meses pode ter sofrido atentado violento ao pudor ou agressão em uma creche pública de Botucatu. A mãe percebeu que a menina estava com fissuras e sinais de esfolamento na região anal. As informações foram divulgadas pela mãe da garota na manhã de ontem na Rádio Municipalista (AM-1240).

Como a suposta agressão foi percebida logo após a garota voltar da creche, essa unidade de atendimento a crianças também será investigada. Não foi divulgado qual das creches da cidade a menina é assistida até que mais provas sejam conseguidas pela Polícia.

A mãe contou ao vivo na rádio que sua sogra foi buscar a criança na creche já que a menina chorava muito. Funcionários haviam pedido que alguém da família fosse buscá-la. "Ligaram para mim por volta das 4 horas da tarde dizendo que ela chorou a tarde toda. Pedi para minha sogra ir buscá-la. Comecei a tirar a roupa dela e percebi que estava com o ânus todo esfolado e com fissura. Quando ela foi para a creche não estava nem como uma assadura sequer", disse a mãe da menina.

Havia também sangue na roupa da garota, segundo informou a mãe. De acordo com ela, a pediatra Joelma Gonçalves e o médico-legista Fernando Saliba analisaram o que ocorreu com a garota. "O que a Dra. Joelma me explicou é que pode ter existido atentado violento ao pudor, mas na creche só tem mulher. Ela pode ter caído. Mesmo que tivesse ficado o dia todo com cocô no local teria formado assadura e não esfolamento. Estamos dando andamento ao procedimento para saber se houve atentado violento ao pudor", disse.

A primeira palavra da pediatra foi de atentado violento ao pudor, mas o médico-legista diz que para ser feito um ferimento desse jeito alguém teria que ter limpado o bebê com uma lixa. "Mas nessa creche só tem mulher. Ela tinha ferimento na parte de trás (ânus)", comentou.

Ainda informou a mãe da garota que ela ficou na Unesp até às 4 da manhã porque sua filha teve que fazer exame de Aids. Pela manhã (de ontem), foi à DDM para fazer Boletim de Ocorrência. O médico-legista analisaria a menina. "Quando uma mãe coloca a filha numa creche espera-se que os funcionários, no mínimo, cuidem bem", afirma.