4 de set. de 2008

Espera em posto demora 9 horas

A Polícia Militar foi acionada durante tumulto na UBS (Unidade Básica de Saúde) do Conjunto Habitacional Humberto Popolo (Cohab I), na quarta-feira . A avó de uma garota de um ano e três meses se exaltou sem o atendimento à garota com febre. Policiais foram acionados para o local. Segundo a auxiliar de enfermagem, Eliana Aparecida Leite de Souza (45), ela chegou com a neta no posto por volta das 7 horas e às 10h foi informada que o médico só chegaria às 11 horas.

Ela avisou à equipe do posto que voltaria depois porque a menina precisa ser amamentada. Ainda entrou em contato com a Secretaria Municipal de Saúde, onde foi informada que poderia ser agendado atendimento para a tarde. O médico recebeu a garota às 16 horas.

A mãe da menina, a desempregada Ana Carolina Lopes (21), reclamou da demora do atendimento mesmo em se tratando de um caso extra. "É muito tempo. Isso é um absurdo, ainda mais com uma criança que tem que mamar e dormir", comenta.

Saúde investiga o caso

A enfermeira da Secretaria Municipal da Saúde, Rosana Trevisani Kron, acompanhou a reclamação da avó da paciente. Ela disse que pediu um relatório com tudo o que ocorreu na unidade de saúde. "Vamos apurar os fatos. Temos mecanismos de punir algum funcionário, se esse for o caso", disse.

Ela reconheceu que faltam médicos na unidade de saúde. São três pediatras lotados naquela UBS e mais três clínicos gerais. "Mas faltam médicos, sim. A demanda é grande. Temos dificuldades em contratar. Abrimos concurso para repor três médicos, não só para essa unidade, mas só entrou um", citou a enfermeira sobre a falta de interesse dos médicos pelas vagas.

Ana Carolina, mãe da criança, alegou que foi pressionada para não procurar a imprensa. "Falaram que isso seria um prato cheio para a oposição em um ano político. Sempre fui petista, mas pouco me importa isso. Estão esquecendo que se trata de uma criança", disse.

O Corpo de Bombeiros também esteve no local no final da tarde de ontem. A informação passada à central da corporação é que uma paciente passou mal na unidade e não existia médico para atendê-la. A Secretaria de Saúde ainda não tinha informação sobre esse caso. Uma profissional da unidade teve que acompanhar a paciente na viatura Resgate.