5 de set. de 2008

Bafômetro já é utilizado com freqüência nas ruas

A 1ª Companhia da Polícia Militar de Botucatu, que é responsável pelo policiamento na cidade, tem usado com freqüência o bafômetro em motoristas suspeitos de estarem embriagados. A parceria com a Polícia Militar Rodoviária, de emprestar o equipamento quando houver necessidade, tem dado certo. "O estado de embriaguez é visível. Nesse caso, o bafômetro é usado. Nas demais situações, não", comenta o comandante interino da 1ª Companhia da PM, tenente Maurício Lanhoso.

Praticamente toda a semana pelo menos uma pessoa é flagrada dirigindo sob efeito de bebida alcoólica. Na terça-feira, 2, por exemplo, a Polícia Militar constatou que um dos motoristas envolvidos em acidente, na Avenida Bento Lopes, no Distrito de Rubião Júnior, estava embriagado. No local, segundo a PM, ocorreu uma colisão entre um Fiat Uno e um VW Fusca de C.V, de 41 anos, que deve responder judicialmente por dirigir embriagado. O caso será analisado pela Justiça.

A PM deve comprar um bafômetro ou receber por doação. O prazo pra essa entrega ainda não foi confirmado. Quem dirige embriagado comete infração gravíssima e paga multa de R$ 957. O motorista tem a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) suspensa e, para voltar a dirigir, precisa passar pelo curso de reciclagem após um ano. O reincidente pode ter a CNH cassada.

A lei
Segundo o delegado da Ciretran (Circunscrição Regional de Trânsito) de Botucatu, Antonio Soares da Costa Neto, existem cinco processos em andamento para a suspensão da carteira de motoristas acusados de dirigir embriagado. Quanto à prisão em flagrante, diz ele, ainda existe discussão quanto à legalidade do uso de bafômetro, já que a lei fala em medir o nível alcoólico em decigramas por litro de sangue. "Mas para efeito de multa, o exame clínico [que é feito pelo médico legista] vale", comenta.