O homem é visto pela sociedade apenas como provedor financeiro deixando-o de fora da participação dos cuidados de seus filhos, sendo que o amamentar está fortemente ligado à saúde da criança.
Atualmente o homem tem se interessado mais pelas consultas pré-natais, parto e pós-parto, se envolvendo e colaborando com o processo de aleitamento. O pai, assim como a mãe estabelece vínculos com a criança desde os primeiros momentos de vida, os sentimentos são aflorados, apoiando assim a mãe.
A amamentação é um momento precioso na vida de um casal, pois fortalece o vínculo afetivo entre mãe+filho+pai. De certa forma os pais se sentem excluídos do processo de amamentação, pois acreditam que a mãe seja a única responsável por essa alimentação essencial da criança. Por outro lado o pai deve entender que apoiando sua esposa ele contribui para o sucesso de amamentação, evitando assim o desmame precoce e promovendo um desenvolvimento mais saudável para o filho.
O homem deve encorajar a mulher incentivando-a a amamentar, lembrando sempre que a decisão de amamentar pode ser tomada a dois. O papel do pai neste contexto é muito importante e indispensável para o desenvolvimento do bebê e para uma dinâmica familiar equilibrada, demonstrando seus sentimentos e transmitindo segurança e confiança à sua companheira, interagindo com a mãe e com o bebê, estando presente sempre que possível.
O que pode acontecer algumas vezes é o pai sentir-se inseguro, com muitas dúvidas sobre seu futuro relacionamento com a criança e principalmente sentir ciúmes de seu filho ficando assim para segundo plano.
Cabe aos profissionais da saúde orientar e estimular o pai a interagir neste período vital para a família, envolvendo também as pessoas que participam do dia-a-dia dessa família, proporcionando assim um ambiente acolhedor para a participação do homem no processo da amamentação.
** Alessandra Mara Vaz Garcia - Enfermeira