Na tarde desta quinta-feira, dia 17, autoridades locais, representantes de indústria, comércio, instituições de ensino e membros da sociedade civil lotaram o plenário da Câmara Municipal para participar de uma reunião pública que tinha por objetivo buscar soluções urgentes para impedir a instalação de uma praça de pedágio na Rodovia Marechal Rondon no trecho compreendido entre Botucatu e São Manuel.O evento foi agendado pelo Poder Legislativo depois de verificado em divulgação no site da ARTESP – Agência de Transportes do Estado de São Paulo, órgão ligado a Secretaria de Estado dos Transportes, de um processo licitatório onde consta a construção de uma praça de pedágio no Km 261,12 da SP-300 com cobrança de tarifa bidirecional prevista no valor de 9 reais e 5 centavos.
Os prefeitos Mário Ielo, de Botucatu, Flávio Silva, de São Manuel e Roque Joner, de Pratânia, estavam presentes na reunião e demonstraram enorme preocupação com a concretização da implantação do pedágio na região. Todos concordam que a população dos referidos municípios será prejudicada tendo que arcar com cerca de 18 reais e 10 centavos por dia ao se deslocarem pela Rodovia Marechal Rondon na área que abrange Botucatu, São Manuel e Pratânia.
Os prefeitos fizeram suas considerações e a população presente na Câmara Municipal também reclamou da situação. Ficou acertado que uma grande mobilização será feita a fim de impedir que a implantação da praça de pedágio aconteça.
Abaixo-Assinados estão circulando nas cidades a fim de angariar assinaturas que demonstrem ao Governo do Estado o descontentamento dos munícipes com relação ao assunto, os prefeitos dos três municípios, incluindo o chefe do executivo de Areiópolis, deverão agendar uma audiência com o Secretário de Estado dos Transportes, Mauro Arce, para explicar os transtornos e prejuízos financeiros que a implantação do pedágio pode trazer a população e ao setor comercial e industrial dos municípios de Botucatu, São Manuel, Pratânia e Areiópolis. Além disso, como medida mais urgente, os advogados da Prefeitura e da Câmara Municipal de Botucatu também foram acionados com o propósito de estudar a possibilidade de entrar com um mandado de segurança para suspender a questão até que o assunto seja discutido adequadamente com o governo do estado.
Todos os participantes consideraram a reunião pública positiva e agora só resta aguardar os resultados das ações propostas durante o evento. (foto/ fonte: www.skyscrapercity.com).