4 de dez. de 2009

Projeto de desenvolvimento local elaborado por alunos é entregue à Prefeitura


Um diagnóstico sobre a atual estrutura do Bairro Parque 24 de Maio e adjacências, em Botucatu foi entregue à Prefeitura de Botucatu no final do mês passado. A pesquisa foi realizada por 10 alunos do Curso Agente de Desenvolvimento Local com a colaboração de 13 pessoas que fizem o Curso de Agente Socioambiental.

O trabalho de pesquisa aconteceu durante o segundo semestre deste ano. O levantamento pode servir de base para que o Poder Público possa implantar as necessidades apontadas pela própria população. O Programa de Desenvolvimento Local, faz parte do portfólio do Senac SP no item Desenvolvimento Social. Estes cursos foram executados pelo SENAC Botucatu com o apoio da Rede TEAR, Cáritas Arquidiocesana e Prefeitura Municipal.

A Rede Social TEAR atuou diretamente na identificação da demanda junto às organizações sociais e divulgação das conquistas dos alunos", informa Simone Pafetti, mediadora da Rede Social Tear.  A Cáritas Arquidiocesana e Secretaria Municipal de Meio Ambiente contribuíram para que os integrantes da Cooperativa dos Agentes Ambientais de Botucatu e pessoas ligadas a essas diferentes realidades pudessem participar. A Prefeitura de Botucatu, através da Secretaria de Educação, disponibilizou as instalações de Escolas Municipais, onde os cursos pudessem acontecer com menor deslocamento possível.

 O trabalho foi realizado no bairro Parque Residencial 24 de Maio e adjacências (Jd. Aeroporto, Jd. Santa Cecília, Cedros, Santa Mônica, Santa Elizabete e COHAB 3). É o setor sul, região 16, com uma população estimada perto de 7.000 pessoas.

Os problemas encontrados na região pesquisa: desemprego, baixa condição econômica e empregos informais; crianças excluídas do Ensino Infantil nas creches existentes; falta de projetos socioeducativos e poucas vagas atuais; inexistência de praças públicas e locais de lazer, além das condições precárias do acesso da Rodovia Gastão Dal Farra, onde já houve várias mortes.

 Além de apontar as necessidades, o trabalho mostra como solucionar essas deficiências e traça um plano com prazo (de quatro a 12 meses) de implantação de um trabalho acompanhado pelos agentes formados. Foram solicitadas duas praças e áreas de lazer, esportiva e entretenimento; conservação da pista e do acostamento na “Gastão Dal Farra”, construção de rotatória, ciclovia e iluminação; e recuperação das matas ciliares do córrego Tijuco Preto.

O projeto aponta ainda a necessidade de ampliação de vagas na rede de ensino de creches e infantil; aumento de vagas e criação de novos projetos socioeducativos; maior atendimento em saúde e aumento do número de médicos e agentes de saúde do PSF (Programa Saúde da Família). Outra medida considerada necessária é a promoção de educação ambiental, conscientizando moradores na conservação e aproveitamento do córrego Tijuco Preto.

Na área de trabalho e renda, o estudo sugere a implantação de cursos profissionalizantes e qualificação profissional, nas áreas de construção civil, serviços e trabalhos domésticos, artesanato e reciclagem. Além disso, querem a criação de noções de Empreendedorismo e Cooperativismo, através da economia solidária.
Simone Pafetti ressalta que o documento gerado como fruto desta capacitação, podem contribuir com o poder público no enorme desafio de corresponder às expectativas da população, levando em conta o envolvimento dos agentes locais que se comprometem com a continuidade do trabalho. Vale também ressaltar que todo o projeto foi desenvolvido em cima de uma “Visão de Futuro” que a comunidade tem em relação ao local onde vivem. A aceitação por parte do prefeito João Cury foi muito positiva. Porém, isso só se concretizará caso as secretarias comprem a ideia", frisa.

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