9 de fev. de 2008

Botucatuense sobrevive a tornado que matou 55 nos Estados Unidos


Rafael com um amigo no meio da destruição

Tornados e tempestades causaram destruição e mortes no sul dos EUA, na terça (5) e na quarta-feira (6), matando ao menos 55 pessoas e deixando mais de 150 feridas na série mais violenta de fenômenos do tipo nos últimos nove anos. O botucatuense Rafael Martin Rodriguez (19) - filho de argentinos - é um dos brasileiros que presenciaram todo o estrago. Ele cursa administração naquele país. “Na quarta-feira, às 7h da noite minha faculdade foi atingida por um tornado com ventos de 200km/h; 80%dos dormitórios foram atingidos. Tinha 1.200 estudantes no local”, lembra o rapaz, que saiu ileso.

Rodriguez trabalha em uma academia de sua faculdade e está há quase cinco anos em território americano. “Eu estava na escola às 6h30 comendo e, quando vi a tormenta, fui para o meu apartamento que fica do lado da escola - a 200 metros dos dormitórios. Fiquei com o meu amigo brasileiro, que morra no mesmo apartamento, vendo os raios. O céu ficou verde e quando a gente escutou o tornado chegar corremos ao banheiro. Parecia um trem chegando. No nosso apartamento não aconteceu nada. Logo após o tornado, fui correndo para a faculdade para ver o que tinha acontecido. Vi várias pessoas sangrando”.

Local onde o jovem estudava ficou destruído

Posto e casas afetadas
Além da faculdade de Tennessee várias casas foram afetadas, além de três bancos e um posto de gasolina do lado da universidade. “Existiam carros destruídos por todo lado. No dia eu estava com meu amigo do time de futebol, Franki Mocellin, de Porto Alegre (RS)”.
Os serviços foram interrompidos. “Eles não podem ligar a eletricidade por causa dos cabos que ainda estão espalhados pela facudade. Lembro de três jogadores que ficaram embaixo dos escombros por três horas”, diz o estudante que está há cinco anos nos Estados Unidos e que também trabalha na academia de musculação da faculdade. “Era para estar trabalhando na hora do acidente mais pedi para não trabalhar porque tinha treino de futebol”, lembra.

Jovem retira os bens que sobraram dos escombros

“Fiquei sabendo que três jogadores do time de futebol da faculdade estavam presos nos escombros. Um quebrou a perna direita e está com problema no pulmão. O segundo saiu ileso e o terceiro está com muita dor na perna, de muletas. Também tinha um jogador de golf que tinha mudado para a escola fazia cinco dias. Ele ainda está no hospital; foi o pior de todos: quebrou as pernas e também teve os pulmões machucados”
Ele conta que nunca tinha passado por isso. “Só sabia que o banheiro era o melhor lugar para ficar. O tornado foi devastador, um milagre que ninguém dali tenha perdido a vida, pois eram 1200 estudantes”. Seus pais, Daniel Rodriguez, 52, e Liliana Rodriguez, 51, estavam a uma hora do local onde o rapaz reside. Ele mora em Jackson, Tennessee e os pais em Memphis, Tennessee. “O tornado passou perto deles, que tiveram que ir para o banheiro até a sirene da cidade parar. Me ligaram falando que o tornado estava indo para a faculdade”.

Uma das cenas encontradas na cidade após o vendaval
Os irmãos moram em Chicago - Illinois: Pablo 24, Natalia, 22 e Rodriguez, 21. Rafael estuda na Union University, que é particular. “Tivemos que sair na mesma noite que ocorreu o tornado. Perdemos eletricidade e as aulas foram canceladas até 18 de fevereiro. A situação da faculdade é terrível, parece que eu estava em um campo de batalha”. Além da faculdade de Tennessee várias casas foram afetadas, três bancos e um posto de gasolina, do lado da universidade. (Com Diário da Serra).

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